A importância do teste da orelhinha em recém-nascidos

A importância do teste da orelhinha em recém-nascidos

A importância do teste da orelhinha em recém-nascidos

Em até 3 dias após o nascimento do bebê é realizada a triagem neonatal auditiva, mais conhecida como teste da orelhinha. Ela identifica problemas auditivos no recém-nascido, como a surdez, que dificulta a aprendizagem e a fala da criança.

Sobre o exame

O teste é gratuito e desde 2010 é obrigatório por lei que nenhuma criança deixe a maternidade sem ter realizado o exame. Quando o parto é realizado fora do ambiente hospitalar, o teste pode ser feito antes do bebê completar 3 meses de vida. Porém, o ideal é não passar dos 28 primeiros dias a partir do nascimento, já que após esse período a frequência do sono começam a diminuir, o que interfere na realização do procedimento.

O teste da orelhinha é indolor e realizado enquanto o bebê dorme. O fonoaudiólogo responsável introduz no ouvido do bebê um aparelho que produz estímulos sonoros. O aparelho mede o retorno desses estímulos, como a contração e a distensão das células cocleares, que são responsáveis pela captação dos sons. O exame dura de 3 a 5 minutos, sem provocar nenhum tipo de desconforto.

Diagnóstico precoce

O exame mostra se há anormalidades na cóclea, região do ouvido interno responsável pela captação das ondas sonoras. Quando essas células são danificadas, elas não são repostas pelo organismo, causando problemas na audição.

Desde que flagradas e tratadas em estágio inicial, de preferência até os 6 primeiros meses de vida, essas alterações não garantem prejuízos sociais e cognitivos. Porém, quando o diagnóstico é tardio, por volta dos 3 ou 4 anos de idade, pode acarretar perdas significativas nas etapas de aquisição da linguagem.

É preciso redobrar a atenção em recém-nascidos prematuros, com malformações congênitas, doenças genéticas ou doenças infecciosas que atingem as gestantes, como a rubéola e a toxoplasmose.

Se o seu bebê não teve um bom resultado no teste da orelhinha, não se desespere. Existem chances de ser um alarme falso. Repita o exame após um mês e, se o resultado for negativo mais uma vez, a criança vai precisar passar por um teste mais preciso, que registra a atividade elétrica no sistema auditivo, no caminho entre a orelha e o cérebro. Se esse exame apontar problemas, aí sim a criança deve começar um tratamento específico.

Voltar para Notícias