Ouvir e escutar são coisas diferentes!

Ouvir e escutar são coisas diferentes

Ouvir e escutar são coisas diferentes!

Com certeza já ouvimos várias vezes a frase: “Eu escutei, mas não entendi o que você falou”. Isso não significa que o indivíduo tenha uma perda auditiva ou que ele seja distraído. Precisamos avaliar “o que ele faz com o que ele ouve” e isso envolve várias habilidades auditivas, não somente o “ouvir”.

Quem ouve é o cérebro!

Quando realizamos o exame de audiometria, podemos encontrar limiares auditivos dentro da normalidade até diferentes graus e tipos de perda auditiva. O exame mensura a audição em situação de silêncio e avalia o quanto o paciente “escuta” e não o quanto ele entende.

A queixa “eu escuto, mas não entendo”,  pode estar associada às perdas auditivas chamadas mínimas. Podem ser perdas somente em frequências agudas (sons finos/de alta frequência) ou perdas de grau leve a moderada até com audiometria normal, mas com o Transtorno no Processamento Auditivo. Nesse caso, uma ou mais habilidades auditivas necessárias para a boa compreensão estão alteradas. Se é difícil entender a fala no ruído, ainda que a audição esteja normal, imagine para o indivíduo com alteração auditiva?

Exames para avaliar a audição

É muito comum o otorrinolaringologista solicitar Audiometria e Avaliação do Processamento Auditivo (PA) para crianças ou adultos. Eles servem para avaliar o quanto a pessoa escuta e o que ela faz com o que escuta.

Podemos avaliar também o quanto em porcentagem o indivíduo tem acesso à fala em situação de vida real, através de um exame muito rápido e objetivo. Este é um exame que verifica o acesso da audibilidade é chamado de Sll-Speech Intelligibility Index. Ele estima a inteligibilidade da fala em situação de vida real ou porcentagem de acesso à fala. É realizado por meio de equipamento de verificação de mensuração da audição in Sito – Ganho de Inserção (GI). Este exame auxilia na pré e pós adaptação de aparelho auditivo e do treinamento das habilidades auditivas.

Hoje temos fácil acesso à reabilitação de acordo com a necessidade de cada indivíduo frente ao diagnóstico cada vez mais preciso. Não deixe de investigar procurando um otorrinolaringologista e reabilitar em caso de qualquer dificuldade. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, menos déficit cognitivo poderá ocorrer.

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