Saiba como descobrir a perda auditiva em crianças

Saiba como descobrir a perda auditiva em crianças

Saiba como descobrir a perda auditiva em crianças

Segundo o Ministério da Saúde, a cada 10 mil recém nascidos, 30 possuem deficiência auditiva. É ideal que a perda auditiva em crianças seja descoberta o quanto antes para que ela seja submetida a um acompanhamento que ajude no seu desenvolvimento e bem-estar. De 80% a 90% das vezes a surdez pode ser identificada com um simples teste auditivo e, quando descoberta antes dos 2 anos, a dificuldade em aprender a falar será menor.

Teste da Orelhinha

A primeira medida a ser tomada é a triagem auditiva neonatal, também conhecida como teste da orelhinha. É um exame rápido e indolor, realizado assim que o bebê nasce, que mede os estímulos sonoros na criança. Desde 2010, a Lei Federal n° 12.303 obriga todas as maternidades a oferecem o exame, incluindo as do SUS.

Vale lembrar que esse teste faz parte de uma triagem, então se o seu filho não for “aprovado” não significa necessariamente que ele seja surdo. Nesses casos, é recomendado que os pais procurem um otorrinolaringologista para fazer um exame mais detalhado.

A perda auditiva pode ser desenvolvida com o tempo e por isso é importante estar atento ao desenvolvimento da criança. Por volta dos 3 meses, por exemplo, o bebê já firma o pescoço e consegue virar a cabeça ao ser chamado. Além disso, também abre um sorriso ao ouvir a voz dos pais. Ao chorar durante a noite, o bebê costuma se acalmar ao ouvir a voz da mãe. No caso dos bebês com perda auditiva, ele só se acalma quando vê o rosto dos pais.

Perda auditiva em crianças mais velhas

A perda auditiva é mais difícil de identificar em crianças mais velhas, pois ela já possuem as habilidades da linguagem mais desenvolvidas. Porém, preste atenção nos comportamentos do seu filho. Um dos principais sinais que indica a possibilidade de perda auditiva é o atraso e a ausência de diálogo. Atente-se a situações como:

  • A criança parece ouvir bem algumas vezes e outra vezes não responde ao ser chamado
  • Seu filho assiste TV num volume mais alto que os outros familiares
  • A criança questiona com frequência o que foi dito
  • Seu filho posiciona um dos ouvidos para a frente quando está ouvindo e reclama que só escuta com um dos ouvidos
  • O rendimento escolar da criança cai ou os professores falam que ela parece não ouvir como os colegas de classe
  • Seu filho diz que não lhe escuta (nesse caso, é comum que os pais acreditem que os filhos são desatentos)
  • A criança começa a falar mais alto que antes
  • Seu filho te olha com muita intensidade quando você fala com ele, como se dependesse mais dos sinais visuais para interpretar a conversa

Causas

O principal motivo são as doenças que atingem mulheres grávidas, como sífilis, rubéola e toxoplasmose. Outros casos, como malformações, prematuridade, baixo peso do bebê e genética também são algumas explicações. Além disso, o uso de drogas durante a gestação aumenta o risco de perda auditiva em crianças.

Depois do nascimento, os fatores podem ser ligados à doenças como otites, caxumba e meningite bacteriana. Também é preciso tomar cuidado com o uso de antibióticos.

Tratamento

O tratamento depende do grau de surdez identificado, mas são destacados o uso do aparelho auditivo e o implante coclear. Além disso, é fundamental que a criança faça um trabalho de reabilitação fonoaudiológica para aprender a ouvir e falar. Quanto mais cedo for iniciado o tratamento, melhores tendem a ser os resultados.

Vale lembrar que a criança surda pode ter uma vida normal como qualquer criança e o tratamento adequado vai ajudar para que isso aconteça. Portanto, a qualquer sinal de perda auditiva, leve o seu filho a um médico especializado para fazer os exames e tomar as providências necessárias.

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