Tabagismo pode causar perda de audição?

Tabagismo pode causar perda de audição?

Tabagismo pode causar perda de audição?

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável do mundo. Além dos efeitos negativos para o fumante, também prejudica as pessoas que não fumam mas estão expostas à fumaça. Fumar aumenta as chances de desenvolver doenças como o câncer, AVC, problemas relacionados ao coração e distúrbios em vários órgãos.

Segundo o Journal of Occupational and Environmental Medicine, pesquisadores e cientistas japoneses afirmaram que o tabagismo tem ligação com a perda de audição. No estudo, afirma-se que o risco de comprometimento da audição está diretamente ligado à quantidade de cigarros fumados diariamente, assim como ao tempo de fumo ao longo da vida. Dessa forma, uma pessoa que fuma um maço de cigarro por dia tende a possuir mais problemas que uma pessoa que fuma menos no mesmo período.

Os pesquisadores também acreditam que a perda auditiva pode ser conseqüência da diminuição do fluxo sanguíneo na cóclea, parte do ouvido responsável por transmitir o som para o cérebro. As substâncias químicas do cigarro atrapalham a oxigenação do organismo. É justamente a ausência do oxigênio que influencia na perda da audição causando prejuízos irreversíveis nas células do ouvido.

Um estudo americano publicado recentemente revelou que jovens entre 12 e 19 anos expostos ao fumo passivo podem ter maiores chances de perder a audição em relação aos que não sofrem essa exposição. Isso acontece porque o ar repleto de fumaça do cigarro tem três vezes mais nicotina e monóxido de carbono e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça tragada diretamente.

Assim, fumar passivamente aumenta em cerca de um terço o risco de perda auditiva. Pode chegar a um grau que faz com que os indivíduos sintam dificuldades em acompanhar uma conversa na presença de ruído ambiente.

Confira 10 passos parar ou reduzir o tabagismo e melhorar a sua saúde:

1. Decida-se
Primeiro você deve decidir realmente parar e mudar a sua rotina.

2. Entenda qual é o seu grau de dependência
Na maioria das vezes, as pessoas que fumam não tem noção de sua real dependência. Por isso, faça uma avaliação com um profissional. Ele te ajudará a estabelecer a melhor estratégia para a sua meta.

3. Paradas e intervalos
Depois de entender qual é o seu tipo de dependência, é bom definir o modo como você vai parar de fumar: gradual, abruptamente ou com intervalos.

4. Defina um período para deixar de fumar
É fundamental definir um período para deixar completamente o cigarro. Os intervalos nunca devem ser superiores a 30 dias depois da sua decisão.

5. Retire de vista objetos relacionados ao cigarro
Comece retirando objetos como cinzeiros, isqueiros ou pacotes de cigarro velhos, que podem trazer desejos a tona.

6. Evite o cheiro
Lave as roupas, cortinas, lençóis, toalhas e qualquer outro objeto que possa ter cheiro de cigarro. Além disso, evite áreas de fumantes também.

7. Coma quando surgir a vontade de fumar
Deixe sempre petiscos em locais de fácil acesso, como balas, copos de água, chá ou suco, pedaços de frutas ou bolachas.

8. Envolva a família
O processo é mais fácil e menos custoso quando a família e os amigos próximos estão envolvidos, ajudam e respeitam os sintomas característicos da abstinência.

9. Repense sua rotina
Planeje atividades para colocar “no lugar do cigarro”, como passeios ao ar livre, atividades físicas e outras atividades que deva manter seus prazeres.

10. Tratamentos a base de nicotina
Em casos de intensa vontade de fumar, o médico pode receitar adesivos, pastilhas, chicletes e até sprays à base de nicotina.

Bônus: Mantenha-se positivo!
Tente não pensar em desistir como se fosse para sempre, pense somente na próxima hora. Foque no dia de hoje e os dias irão se acumulando.

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