60% dos casos de perda auditiva em crianças podem ser evitados. Depois de falar sobre as causas mais comuns e sobre como reconhecer a perda auditiva na infância, hoje mostramos que ela pode ser prevenida.
Quais são as principais causas
A deficiência auditiva pode acontecer em qualquer fase da vida e se classifica em congênita ou adquirida.
As congênitas vêm de alterações genéticas ou hereditárias e de doenças gestacionais infecciosas — rubéola, sarampo, herpes, sífilis, toxoplasmose.
As adquiridas aparecem quando a pessoa é exposta a doenças infectocontagiosas (meningite, sarampo, caxumba), sofre efeitos adversos de medicamentos, traumatismo craniano ou exposição a poluição sonora e ruído de alta intensidade. Hipertensão e diabetes também podem causar perda auditiva, assim como o próprio envelhecimento somado às exposições da vida inteira.
A perda auditiva é reversível?
Na deficiência condutiva a alteração é mecânica: o som é impedido de progredir por uma barreira, como cera, corpo estranho no conduto ou perfuração da membrana timpânica. Otite aguda e crônica e alguns tumores também barram a transmissão. Nesses casos existe tratamento clínico ou cirúrgico, e a perda pode ser revertida.
Já a deficiência neurossensorial é um problema no nervo auditivo ou na cóclea, ligado à exposição a ruído, à idade, a doenças metabólicas ou hereditárias, a infecções virais e bacterianas, a tumores no nervo auditivo e a doenças neurológicas. Essa é de caráter irreversível.
As consequências são sempre negativas, em qualquer idade: afetam fala, escrita, aprendizado e desenvolvimento, e podem levar a alterações de comportamento. Afetam também as relações sociais e familiares e a saúde mental — isolamento, tristeza, depressão —, além de alterações cognitivas e de memória, principalmente na velhice.
Que cuidados preservam a audição
A prevenção começa antes mesmo da gestação, com a vacina contra rubéola, e continua depois do parto: manter as vacinas em dia, usar proteção auricular em ambientes de muito ruído e controlar hipertensão e diabetes.
Os cuidados valem para todas as idades, não só na infância. E o acompanhamento com um especialista é o que indica a melhor prevenção e o melhor tratamento para cada caso.
