O primeiro Relatório Mundial sobre Audição, lançado em 2021 pela Organização Mundial da Saúde, estima que um quarto da população global — 2,5 bilhões de pessoas — terá algum grau de perda auditiva em 2050. O mesmo estudo aponta que cerca de 60% dessas perdas poderiam ser evitadas com investimento em prevenção e no tratamento de doenças ligadas à surdez.
Entre as medidas de prevenção citadas estão a vacinação contra rubéola e meningite, a melhoria dos cuidados maternos e neonatais e o tratamento precoce da otite média.
A OMS recomenda que os cuidados auditivos façam parte dos planos nacionais de saúde. Para a população adulta, a orientação é fazer boa higiene dos ouvidos, controlar a exposição a ruído e manter níveis seguros de volume. Lembrando que higiene auditiva não inclui cotonete nem qualquer objeto introduzido no ouvido.
Pouca oferta onde mais falta
O problema é maior nos países com menos assistência à saúde, onde há pouca oferta de medicamentos, cirurgias e próteses. Deficiências estruturais resultam em pior qualidade de vida para todas as gerações.
O efeito nas crianças é o mais duradouro: quem não ouve bem não aprende da mesma forma, e isso se estende à vida adulta. Por isso vale estar atento aos sinais — quanto mais cedo a perda é detectada, melhor a qualidade de vida.
Entre as opções de tratamento está o uso de aparelhos auditivos, que trazem benefícios amplos para quem convive com a perda.
