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Como perceber a perda auditiva em crianças?

Como perceber a perda auditiva em crianças?

Você tem crianças na família? Saiba que 60% dos casos de perda auditiva em crianças podem ser evitados! Nossa fonoaudióloga aqui da Acurys, Juliana Arbex, participou de uma entrevista com a TV Naic, em Bauru para falar sobre a importância da audição no desenvolvimento da criança. A entrevista aborda pontos importantíssimos sobre o assunto e traz dicas de como agir para promover a saúde auditiva dos pequenos. 

Para assistir ao vídeo da entrevista é só clicar aqui. Abaixo, a transcrição do vídeo para você acompanhar.

Transcrição do vídeo da entrevista

MARCELO: Olá, este é mais um programa do TV Naic, hoje nossa convidada é a Dra. Juliana Arbex Avelar, fonoaudióloga e especialista em audiologia. Juliana, obrigada pela sua presença conosco. E hoje o tema é muito importante: a importância da audição no desenvolvimento da criança e do recém nascido. Juliana, o que a mãe deve ter de atenção com a criança, com o recém nascido, nesta situação relacionada à audição?

JULIANA: Bom dia, Dr. Marcelo, obrigada, eu agradeço muito pelo convite. O desenvolvimento infantil, eu costumo dizer que todos os sentidos são importantes, mas o auditivo tem uma crucial importância no desenvolvimento desde o nascimento, na verdade, desde a barriga da mãe, a partir dos três meses de idade o bebê já tem a cóclea formada e já está ouvindo o som da voz da mãe. Então, ele ter esse desenvolvimento nos dois primeiros meses de vida, estar ouvindo bem é fundamental para poder aprender a falar, principalmente, a gente aprende a falar ouvindo, se não estiver ouvindo não vai desenvolver a fala, e para todo o desenvolvimento escolar, todo desenvolvimento das humanidades também.

MARCELO: Ótimo, Juliana, e o que pode acarretar essa perda da audição para criança de médio a longo prazo? A mãe consegue perceber que ele não está escutando direito? Existe alguma dica, alguma coisa deste perfil?

JULIANA: Sim, Dr. Marcelo. A gente vai falar ainda sobre o teste que é feito e que hoje é obrigatório e foi regulamentado desde 2012 no Brasil que é o teste da orelhinha. Mas mesmo passando no teste da orelhinha, que a gente ainda vai falar sobre isso, a gente tem sim como observar o comportamento da criança. Então assim, para a mãe, ouvir o papai, mamãe, as primeiras palavrinhas, é super emocionante, é maravilhoso. Mas, desde que nasce, o bebê já se assusta com uma batida de porta, ele reage a sons, ele localiza, então a hora que a mãe entra e fala ele se acalma com a voz da mãe. Com seis meses de idade ele já consegue localizar para direita e esquerda, com nove meses ele já localiza em cima. Então, é muito importante as mães estarem atentas para este comportamento auditivo da criança, porque o quanto antes ela buscar um tratamento com um otorrinolaringologista ou com o próprio pediatra, a gente pode evitar, a Organização Mundial da Saúde fala que a gente evita 60% das perdas de audição sendo diagnosticadas precocemente.

MARCELO: Olha que importante, olha como a TV Naic está aqui para fazer conexão com informação trazendo uma especialista de gabarito aqui hoje, a Dra. Juliana. Então tem que se atentar a esses detalhes, a mãe e o pai tem que se atentar a uma batida de porta forte, um som diferente, um latido e a criança não perceber nada. Então, estes pequenos detalhes devem ser observados, até porque, 60% desses casos podem ser corrigidos quando diagnosticados precocemente. Então você está dando destino à vida da pessoa, selando uma questão importante que a audição e o desenvolvimento da pessoa.

JULIANA: Você sabe, Dr. Marcelo, tem um dado muito importante. Uma a cada mil crianças que nascem no Brasil vão ter algum problema auditivo grave, e seis a cada mil terão uma perda leve. Então, isso da mãe estar atenta e buscar ajuda o quanto antes possível é muito importante.

MARCELO: Se você for ver, uma em cada mil não é um número desprezível, e seis em cada mil, também não podemos, então são seis pacientes em mil que vão ter alteração auditiva e que nós temos que ter essa obrigação de tentar perceber esses sinais inicialmente. Juliana, explica um pouco para nós o teste de triagem audiológica, o que é isso, como funciona essa aprovação, o que você tem para nos contar?

JULIANA: Hoje é obrigatório tanto em hospitais públicos quanto privados, é um teste que faz ainda no hospital. Então o bebezinho nasce, espera ali um ou dois dias e coloca uma sondinha no ouvido dele, então é um exame objetivo, rápido, dura segundos. Essa sonda vai emitir um som e um microfone vai captar o som da cóclea, a resposta da orelha interna da criança. Então é muito rápido, é passou ou falhou. A cóclea respondeu? Audição normal. Não tem resposta, pode ser algum problema na condução do som, não necessariamente uma perda de audição importante, mas às vezes tem líquido do parto ainda no conduto, mas tudo sustenta um diagnóstico precoce, este é o primeiro teste que é feito no Brasil, ele não deu certo? Existem também outros testes objetivos que a gente faz no bebê, e é muito importante ressaltar que estes testes tem que ser feitos, para ser precoce, você sabe porque você trabalha com diagnóstico e com tratamento oncológico, então tudo o quanto mais cedo a gente descobre e resolve, melhor. Então, isso é muito importante. Aí até três meses de idade, a gente tendo feito o diagnóstico de uma possível perda de audição, essa criança vai para as intervenções, e quanto antes melhor.

MARCELO: Juliana, você vê como é importante a gente transmitir esse material e que as pessoas possam compartilhar esse vídeo, trazendo informações para os pais da qualidade de você prestar atenção no seu filho, muitas vezes as pessoas prestam atenção só no desenvolvimento de tamanho e peso, isso é muito importante, mas existem outros sinais neurossensoriais que devem ser atentados, e a audição é muito importante para o desenvolvimento da pessoa, desenvolvimento intelectual, aprendizagem, parte social, cognitiva, não tem nem como justificar a importância disso tudo. É possível fazer o tratamento de perda auditiva, é lógico que existem inúmeras causas, mas para as pessoas entenderem também, mas eu vou identificar o problema e eu consigo corrigir de uma forma geral é possível, Juliana?

JULIANA: Sim, sempre é possível Dr. Marcelo, até para as perdas profundas bilaterais. A criança nasce sem ouvir nada nas duas orelhas e em Bauru a gente é pioneiro no implante coclear. Só que este implante vai ter um sucesso quando o diagnóstico é feito cedo, os dois primeiros anos de vida são os que a gente mais faz conexões neurais e nosso córtex está trabalhando, então quanto mais estímulo neste período, melhor vai ser o desenvolvimento auditivo da criança, hoje fazem implante com sete meses de vida, fazem implante já bilateral. Isso faz com que a criança tenha uma inserção no mundo escolar e social, igualzinho a um ouvinte.

MARCELO: Olha que interessante, perdas auditivas graves bilaterais podem ser corrigidas e sem alterar o desenvolvimento cognitivo, da fala e neurossensorial da criança, desde que diagnosticado no tempo certo, precocemente.

JULIANA: E as outras perdas também. É muito importante também falar que existem as perdas que são infecciosas, por rubéola, caxumba, meningite, então a mãe tem que vacinar, as vacinas são super importantes e têm as perdas às vezes por uma amamentação errada, Dr. Marcelo. A mãe às vezes tem o hábito de dar mama deitada na cama para a criança, e o canal auditivo ainda é muito deitadinho na criança, então o leite vai para o canal auditivo e causa infecção. Muitas vezes, sem dor e sem febre. E como a gente vai saber? Ficando atento aqueles sinais que a gente conversou.

MARCELO: A criança tem que estar atenta, seis meses lateral, nove meses fazer um movimento, prestar atenção, bateu porta assustar. Se não estiver acontecendo nada, algo está errado, tem que ser feito o teste. E uma notícia boa é no Brasil ser obrigatório o teste de triagem inicial, isso é muito bom. Nós terminamos mais este programa do TV Naic fazendo conexão com informação trazendo a Dra. Juliana, especialista em audiologia, para nos acrescentar e acrescentar a todos. Não deixe de deixar o seu like, compartilhar este vídeo. Juliana, seus comentários finais e nós agradecemos o TV Naic aqui.

JULIANA: Eu é que agradeço e no meu comentário final eu quero parabenizar o Dr. Marcelo, a equipe Naic por esta iniciativa de divulgar informação. É muito rico quando a gente tem informação, nada é mais importante, principalmente no Brasil onde a gente ainda tem tanta carência pensado em prevenção, pensando em diagnóstico precoce. Então a gente passar isso, você fazer um programa desse, ter uma iniciativa de informação, eu quero parabenizá-los.

MARCELO: Obrigado, a Tv Naic agradece.

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