Como se comunicar com um deficiente auditivo?

Comunicar com deficiente auditivo

Como se comunicar com um deficiente auditivo?

Se comunicar com um deficiente auditivo pode gerar certa estranheza e distanciamento de ambas as partes. Isso ocorre principalmente pela falta de informação ao se tratar desse tema.

A comunicação com um deficiente auditivo é um assunto pouco discutido, porém de extrema importância. Tomar cuidado com alguns detalhes ao conversar com esse grupo é um grande passo para a sua inclusão na sociedade. Devemos lembrar que existem tipos diferentes de deficiência auditiva, e maneiras diferentes de lidar com elas. 

Por isso, separamos algumas dicas de acordo com o tipo de deficiência auditiva:

Deficientes auditivos

Os deficientes auditivos são aqueles que têm algum tipo de perda auditiva, de leve a moderada, e que geralmente precisam usar aparelhos auditivos. Então, a dica para se comunicar com um deficiente auditivo são:

  • Falar em tom de voz normal. O aparelho já aumenta consideravelmente o volume que chega aos ouvidos do indivíduo. Então, não aumente nem diminua o tom de voz antes que seja solicitado.
  • Estabelecer contato visual. É importante estar sempre no campo de visão da pessoa com quem você está conversando. Tente não virar o rosto durante a conversa. Além disso, use os olhos e as expressões faciais para facilitar o entendimento.
  • Use gestos e sinais. A expressão corporal também é muito importante. Portanto, use gestos para simbolizar sobre o que você está falando, apontar para objetos ou até mesmo fazer mímicas pode ser bastante útil.
  • Não bloqueie a visão da boca. Geralmente, deficientes auditivos costumam fazer leitura labial para facilitar o entendimento. Evite colocar a mão em frente a boca ou falar enquanto masca chicletes.

Surdos 

Existem dois tipos de surdos: os sinalizados e os oralizados. Os surdos sinalizados conseguem fazer leitura labial e conversa por linguagem de sinal. Já os surdos oralizados também entendem a leitura labial e qualquer outra forma de linguagem oral – também denominada de leitura labial e/ou leitura e escrita. 

  • Confirme que a pessoa entende linguagem de sinal. Nem todos os deficientes auditivos entendem a língua de sinais. Portanto, chame a atenção da pessoa e use o sinal de “olá”. Se correspondido, continue com o que gostaria de dizer.
  • Descubra qual o seu idioma. A Linguagem Brasileira de Sinais (Libras) é diferente, por exemplo, da Língua Gestual Portuguesa. No entanto, a maioria dos países tem a sua própria língua de sinais.
  • Converse olhando para a pessoa, e não para seu intérprete. Não ignore a pessoa com quem você está conversando. Foque a conversa nela, e não em seu intérprete – que está lá apenas para fazer a mediação entre os dois lados.

 

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