Entenda a surdez hereditária

Entenda a surdez hereditária

Entenda a surdez hereditária

A perda auditiva pode ser desencadeada por várias situações, sendo uma das mais frequentes a induzida por ruídos (PAIR). Além disso, também pode ser causada por acidentes, doenças e infecções, envelhecimento natural das células ciliadas e hereditariedade. A surdez hereditária resulta da mutação de algum gene ligado ao processo de audição.

Segundo informação divulgada pelo Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco da USP, estima-se que no Brasil 4 em cada 1000 crianças apresentam perda auditiva hereditária.

Ela pode ser classificada como sindrômica ou não sindrômica. No primeiro caso, o indivíduo manifesta outros sinais ou sintomas além da perda auditiva. Já os casos classificados como não sindrômicos são os mais comuns, representando cerca de 75% dos pacientes. São aqueles em que a pessoa apresenta apenas algum grau de surdez, sem a manifestação de outros sintomas.

Nos casos de surdez hereditária não sindrômica, há risco de 25% de recorrência, ou seja, de chance de uma futura criança do casal também ter perda auditiva. As mutações podem ocorrer em diversos genes, sendo a mais frequente no gene conexina 26. Por isso, é a primeira que deve ser investigada em casos de surdez sem perda aparente.

A maioria dos casos de perda auditiva no Brasil não está relacionada às causas genéticas. São referentes à ocorrência de rubéola, meningite ou falta de oxigênio no parto. Porém, quando há suspeita de surdez hereditária, é possível realizar um teste simples e barato para investigação.

Caso o diagnóstico confirme a suspeita, uma equipe de profissionais (pediatra, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, etc) deve dar suporte específico ao paciente e seus familiares.

Tratamentos

Cada caso possui possui suas particularidades, então é importante que o paciente seja acompanhado por profissionais de confiança. O implante coclear é uma das principais opções de tratamento caso o problema ocorra na cóclea, estrutura localizada no ouvido interno. Com o implante, os pacientes podem ter o desenvolvimento normal da linguagem.

Quando a perda auditiva é mais leve, os aparelhos auditivos costumam ser suficientes. Eles permitem uma boa compreensão e desenvolvimento da fala. Já quando o caso de perda auditiva está associado à malformação da orelha externa ou do conduto auditivo externo, uma das opções é a colocação dos implantes de condução óssea.

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