Qual a relação entre doença de Parkinson e perda auditiva?

Qual a relação entre doença de Parkinson e perda auditiva?

Qual a relação entre doença de Parkinson e perda auditiva?

A doença de Parkinson (DP) não é considerada uma causa da perda auditiva. Porém, estudos já comprovaram que elas se relacionam, principalmente no caso de pacientes idosos.

A incidência da doença de Parkinson é quase duas vezes maior em pacientes com perda auditiva. O estudo foi realizado por pesquisadores taiwaneses, que acompanharam por 10 anos cerca de 5 mil pacientes acima dos 65 anos de idade e com perda auditiva.

Mais recentemente, em 2018, pesquisadores do Instituto de Ciência da Saúde da Universidade Federal da Bahia publicaram o artigo “Existe comprometimento do sistema auditivo na doença de Parkinson?”. O objetivo era investigar a associação entre alterações auditivas e a doença. Após longa análise, eles concluíram que “as alterações auditivas são frequentes em indivíduos com DP e afetam tanto o sistema auditivo periférico quanto o central.”

O que é doença de Parkinson

A DP é uma doença degenerativa que afeta principalmente o movimento. Ela aflige cerca de 1% das pessoas com mais de 65 anos e 2% das com mais de 70 anos. Sua causa é dada pela morte das células que produzem dopamina.

A dopamina é um importante neurotransmissor responsável por controlar o movimento e também por proteger a cóclea (estrutura do ouvido humano) de exposições a ruídos. Dessa forma, quando há insuficiência de dopamina, tanto a audição quanto os movimentos do corpo são prejudicados.

Outras doenças

A perda auditiva não afeta apenas a audição. Ela pode afetar a saúde física, emocional e cognitiva, tendo relação com outras doenças como Alzheimer, diabetes e hipertensão. Com a dificuldade para ouvir, muitos pacientes acabam se isolando do convívio social. Esse comportamento pode evoluir para uma depressão. Por isso, o ideal é que a perda auditiva seja tratada logo nos primeiros sinais, causando menores danos para a saúde.

Tratamento

Para a perda auditiva, o tratamento mais indicado é o uso de aparelhos auditivos. Além de ajudarem o paciente a escutar melhor, ainda diminuem os efeitos do mal de Parkinson na fala. As avaliações periódicas com um fonoaudiólogo também são necessárias para entender a evolução da doença e fazer os ajustes nos aparelhos.

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